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24 de janeiro de 2010

456 anos de São Paulo

Oi gente!! Por favor acessem também esse texto no meu Blog e divulguem ele ok?? Ai vai o link: http://bit.ly/8QJhTY Obrigado!! :D
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Amanhã é um dia muito importante para a história desse país. Mais do que isso, para a história da humanidade. O povo paulistano provou que é possível viver na maior cidade do Sul do Planeta Terra e ainda assim preservar a cultura, a história e a diversidade do povo brasileiro. Somos um grande coração de mãe que acolhe todos os viajantes e seus costumes com ternura e hospitalidade. Estamos sempre abertos a novas concepções, idéias e tecnologias e é isso que nos torna tão amplos culturalmente. Somos uma casa que abriga debaixo de um mesmo teto muitas tribos, cada uma com sua música e seu estilo de cabelo, mas todos apaixonados por uma mesma cidade. Somos ao mesmo tempo lares, cafés e escritórios. Estamos em ônibus, trens e metrôs. Sintonizamos nosso amor numa mesma estação quando, apesar de cansados, enfrentamos o trânsito da Avenida do Estado. Porém sempre nos deixamos contemplar a beleza da arquitetura que se mantém viva mesmo quando os prédios a sua volta disparam em direção aos céus.

Alcançamos o título de NY do Século 21, e isso não é pra qualquer um. Porém enquanto caminhamos pelas ruas nos deparamos com o outro lado do progresso. Quantas vezes não estivemos cara a cara com a pobreza? Quantas vezes ela não bateu em nossa porta pedindo comida ou em nossos carros vendendo uma bala de goma? Ainda temos muito a aprender. Mais do que isso temos de deixar de lado as diferenças a aceitar que em uma cidade como a nossa o respeito é mais do que um sinal de boa educação, o respeito é um direito e um dever de cada célula humana que constitui esse complexo organismo que é São Paulo. Mas apesar de tudo isso eu sei que se trabalharmos juntos provaremos mais uma vez que nada é impossível quando estamos realmente determinados.

Somos todos uma família. Uma grande família que não para, e também, não pode parar de
Crescer.

E, amanhã e sempre, agradecemos a você, São Paulo, por acreditar em nós.

Parabéns São Paulo, pelos seus 456 Anos de conquistas e vitórias.


André Torres

20 de janeiro de 2010

Justin Bieber e o Livro Perdido (Parte 1 de 3)

23:45 - As visões eram reais, a profecia se concretizou. Dentro de alguns instantes o mundo que você conhece está prestes a desaparecer.

"Justin Bieber e o Livro Perdido"
Por André de Jesus Torres

3 de janeiro de 2010

Tardes Cinzas

Não sou inspirado por musas nem invejado pelos deuses. Não sou admirado pelos lideres nem respeitado pelos pobres. Não sou. Apenas, aconteço. Deixo minhas palavras dançarem pelo papel como a água flui em um rio cristalino. Livre e natural. Sem impulso nem modificação.
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Tardes Cinzas

Era uma tarde cinza, desbotada. Fria e aleatória. Monótona e apagada.

Um espelho desprendia-se da parede do banheiro de azulejos amarelados em direção ao chão quebrando a imagem que nele há muito tempo estava aprisionava. Era chegado o fim; Como uma bomba destrói uma cidade aquelas palavras, aquela pequena, pura e inocente verdade absoluta e incontestável atravessou aquele homem e fez de seu corpo cinzas, que foram imediatamente carregadas pelo vento.

Um vazio irracional se alastrava pelo meu corpo. Como um câncer que devora aos poucos sua vitima. Esta, apesar da insuportável dor, mantém acesa a luz da esperança. Ela resiste a cada momento de franqueza, a cada golpe que a vida lhe dava e mantinha a cabeça erguida.

Até não poder mais. Até ser totalmente consumida pela escuridão e não restar nada além de fragmentos de um amanhã que nunca chegará. Projetos jogados pela janela. Planos furados pela estaca da realidade.

O impacto durou um segundo. Por um momento ele viu tudo que tinha conquistado. Ele viu em um segundo o tudo fazer fronteira com o nada e esse contaminar o outro lado do universo. Ele viu. Pela última vez.

O papel de parede descascado que cobria as paredes emboloradas. A luz penetrando pelas persianas quebradas no que restará do cubículo recém-comprado. O tom sépia do ar. A janela aberta. O rádio fora de estação. A caneca de café sob a mesa que já completava meses de esquecimento.

Naquela tarde o som daquela voz ecoava em sua mente atingindo os cantos e corredores mais profundos de sua alma, lugares que ele nem sabia que existiam agora presenciavam a metamorfose da linda melodia em uma sinfonia de dor e de destruição. Autodestruição.

O fechar dos portões, a construção da muralha, o ruído agudo das correntes envoltas as barras de ferro. Ele pegou seus sonhos agora desfigurados e erguia com eles uma prisão dentro de si, e nela guardava o maior de todos os assassino. O mais perigoso e mais cruel dos vilões, capaz de derrubar e com apenas uma palavra um império de expectativas em destroços e desilusão. Ele tentou esquecer, tentou ignorar. Tentou silenciar os gritos. Mas nada adiantava, sua imagem sempre fugia em sonhos, em gostos e sabores, em letras de músicas, em paisagens, em aromas, mas principalmente em memórias...

Naquela oásis, no interior daquela prisão ele manteve vivo o amor. O tão verdadeiro e já impossível amor. O absoluto e insolúvel amor. Estava condenado a sofrer a dor da perda pelo resto de sua vida imortal. Por mais que surgissem outras vozes e rostos ele sempre estaria ali, contabilizando os dias restantes para se libertar e só então recomeçar... Tudo outra vez.

André Torres

27 de outubro de 2009

O Estranho caso de Gutenberg Brown (PARTE 9)

O Estranho caso de Gutenberg Brown (PARTE 9)

Naquele momento todos os presentes aplaudiram a inteligência de Holmes.“-Apenas um é o verdadeiro assassino, porém todos são culpados. O caso está encerrado” - Disse Holmes fechando de uma vez o mistério do primeiro ministro.Ainda naquela noite Joseph foi preso em flagrante portando a mesma arma utilizada no crime anterior. Ele tentava seqüestrar o último candidato, porém foi entregue por Pierre. No dia seguinte todos os quatro estavam presos. Dias depois eu e Holmes éramos homenageados em praça pública.“-Não agradeçam a mim, e sim ao oficial Wilkinson que formulou todas as informações necessárias para a resolução do caso” - Disse Holmes me cumprimentando.Hoje a França se restaura da Crise. A morte o primeiro ministro foi uma perda muito grande para todos nós, porém nunca me esquecerei do ecoar da verdade na grande Ópera de Paris quando resolvi junto ao Detetive Sherlock Holmes o Estranho Caso de Gutenberg Brown.

André Torres

21 de outubro de 2009

Estranho caso de Gutenberg Brown (PARTE 8)

Não percam o ultimo capitulo de Estranho caso de Gutenberg Brown


“-Como pode provar que Joseph o matou por este motivo e não por vingança?” - Protestava Pierre - “Eu sou um homem da lei, não seria capaz de tal atrocidade”.

“-Joseph fugiu meses atrás. Se o motivo do assassinato fosse este ele já o teria feito em outra ocasião e não se arriscaria entrando em um local tão bem vigiado sem o apoio de um sócio. Outra pista está na solicitação a qual me foi enviada. Ela estabelecia um prazo para se resolver o mistério, algo absurdo se tratando do assassinato de um importante líder político. Você temia que descobrissem alguma coisa”.

André Torres

18 de outubro de 2009

O Estranho caso de Gutenberg Brown (PARTE 7)

O Estranho caso de Gutenberg Brown (PARTE 7)

“-Isso é um absurdo! Assassinar o ministro seria o primeiro passo para que ele não pagasse suas dividas! Eu sou inocente!” - Diz o Indiano já algemado ao lado do oficial de justiça.

“-Realmente está correto senhor Heahd. É nesse ponto em que temos a participação de um segundo elemento, um comparsa: A senhora Aliza Simpson, a qual seria encarregada de envenenar o vinho de seu próprio esposo e assim fugir com a fortuna”.

Aliza se levanta indignada:
“-Era só o que me faltava! Ser acusada pela morte de meu próprio esposo!”.

“-Brown não tinha família, logo toda a sua fortuna pertenceria igualmente a sua esposa Aliza. Isso explicaria porque os ela e Heahd foram vistos em um trem com destino a Inglaterra”.

“-E onde Joseph entra nessa história?” - Não me contive em perguntar.

“-Joseph estava preso em uma das maiores prisões da Europa. A única forma de se escapar era se sua fuga fosse facilitada por alguém dentro da própria instituição. Pelo que li nos jornais, todas as pesquisas indicavam que Pierre estaria perdendo muitos eleitores, precisando assim tirar imediatamente seus adversários do caminho. Por isso usou seu poder e dinheiro para burlar a segurança e libertar Joseph”.

André Torres

15 de outubro de 2009

O Estranho caso de Gutenberg Brown (PARTE 6)

O Estranho caso de Gutenberg Brown (PARTE 6)

Como combinado estávamos de volta a cena do crime. Quando cheguei apresentei a Holmes minhas conclusões.

De acordo com os registros, meses antes do assassinato fugiu da penitenciaria o maior assassino que Paris já conheceu. Brown foi o homem que colocou Joseph atrás das grades tempos atrás. O homem teria jurado vingança antes de ser preso.

“-Meu caro, acabamos de desvendar esse mistério. Convoque os oficiais e avise as autoridades Inglesas para que interceptem os trens com rumo a Londres”.

Já estávamos todos reunidos na sena do crime quando Holmes começou sua explicação.

“-Temos aqui um caso que foge da linha comum do raciocínio. De um lado uma esposa interessada na fortuna de seu marido. Brown era mais do que um alvo de vingança, era um forte candidato, uma ameaça para Pierre. Ainda vale a pena lembrar que Brown tinha um vínculo com comerciantes Indianos, entre eles Al Heahd, o qual teria enviado uma carta ameaçando o ministro caso este não pagasse suas dividas externas. Se não fosse o bastante o perigoso assassino Joseph foge de sua penitenciária com destino a Paris”
André Torres

11 de outubro de 2009

O Estranho caso de Gutenberg Brown (PARTE 5)

O Estranho caso de Gutenberg Brown (PARTE 5)

Procuramos o botânico mais próximo dali. Dizia que o líquido era de origem Indiana, um extrato natural de uma planta altamente perigosa para pessoas com problemas cardíacos. Uma informação importante se levarmos em conta que o senhor Brown era um homem de 43 anos, alcoólatra e acima de tudo com problemas cardíacos.

Holmes não estava satisfeito. Saiu sem mais explicações e retornou ao amanhecer com um documento em mãos.

“-Aqui está o arquivo dos imigrantes que entraram em Paris dias antes do assassinato. Tenho também a relação das hospedarias em que ficaram alojados nesse tempo”.

Era uma lista imensa com mais de trinta homens e mulheres. Muito provavelmente mercadores que passavam apenas para re-abastecer e prosseguiam em suas viagens pela Europa.

“-Se levarmos em conta o fato de que a planta de que se originou o veneno é muito rara e só se encontra em pequenas quantidades na Índia, reduzimos nossos suspeitos em dez”.
“-Genial! Um veneno poderoso como esse só poderia ser do conhecimento de nativos da Índia!”.
“-Se continuarmos com nossa eliminatória veremos que quatro desses retornaram ao seu país antes da noite do assassinato. Restam seis”.
“-Brilhante Sherlock! Mas vamos logo com isso, resta-nos apenas um dia!”
“-Vou me encarregar de fazer uma pesquisa nos arquivos gerais. Enquanto isso você deve checar se ouve alguma fuga recente nas penitenciárias da região. Me traga a uma cópia da ficha dos fugitivos. Nos encontramos aqui em uma hora”.

André Torres

8 de outubro de 2009

O Estranho caso de Gutenberg Brown (PARTE 4)

O Estranho caso de Gutenberg Brown (PARTE 4)

Desembarcamos no anoitecer. Paris estava completamente iluminada. Guiei Holmes até a sena do crime, a Ópera Garnier, o maior Teatro de toda Paris.
Lá a equipe técnica realizava buscas em todos os camarins a procura da arma do crime. Era lógico que o criminoso a teria abandonado em um ponto estratégico uma vez que todos foram revistados na hora da saída e nada foi encontrado.

Alguns investigadores procuravam nos andaimes os quais tinham acesso pelo telhado. Outros analisavam as platéias com a esperança de que a arma tenha sido abandonada e ainda conte-se digitais.

Naquele instante Holmes sobe no palco e grita para que todos ouçam:
“-Suspeito de que estejam procurando no lugar errado senhores. A distância entre o telhado e o senhor Brown não permite que um assassino o atinja utilizando uma arma que não fosse de alta-precisão, o que não coincide com as balas encontradas, as quais pertencem a um revolver comum. Se meus cálculos estiverem corretos o disparo foi realizado de dentro do camarote”.

Todos ficaram em silêncio. Quem seria capaz de uma atrocidade dessa? Sabe-se que dentro do camarote principal havia apenas representantes políticos com exceção da esposa de Brown. Holmes mudou o rumo das investigações.

Minutos depois Holmes encontra debaixo do carpete a arma do crime: Uma embalagem de vidro contendo um líquido vermelho.

“-Aqui está a nossa chave para a solução. Temos em mãos o veneno utilizado pelo assassino para matar o senhor Brown”.

André Torres

5 de outubro de 2009

O Estranho caso de Gutenberg Brown(parte 3)

O Estranho caso de Gutenberg Brown (PARTE 3)

Pelo que pesquisei na Biblioteca Mazarine, sua vida política teve seu auge durante o inicio da crise onde apresentou propostas impressionantes para a geração de empregos e aumento da produtividade industrial.

Alguns freqüentadores do museu do Louvre afirmaram ter visto o senhor Brown pela última vez uma semana antes de sua morte. Andava muito apreensivo. Não demorou muito e saiu sem percorrer toda a galeria (Algo estranho para ele, um grande apreciador de arte).

Na manhã do dia 2 o senhor Brown foi até o banco levando consigo um envelope de papel. Retornou para sua residência horas depois e só tornou a sair à noite, quando acompanhava sua esposa até a ópera.

Pegamos um trem que ia direto para a Capital. Tamanha foi nossa surpresa quando encontramos, sentada na primeira Classe, a esposa de Brown, a senhora Aliza Simpson.

Holmes parecia interessado no caso. Puxou de seu bolso um velho bloquinho de anotações e iniciou um longo interrogatório.

Aliza aparentava muita tranqüilidade para quem acabará de perder o marido e toda a sua fortuna. Outro fator muito incomum era porque sair de Paris tendo consigo apenas uma bolsa. Estaria com pressa? Talvez...

Ao final da conversa nos despedimos e nos dirigimos aos nossos vagões.
Holmes nada disse durante toda a viagem. Mantinha seu olhar focado em um Jornal que comprará de um homem no restaurante. Fez algumas perguntas para mim referentes à eleição. Disse a ele que a uns tempos atrás dois dos candidatos desapareceram misteriosamente restando apenas Pierre, Brown e um outro conselheiro.

André Torres

2 de outubro de 2009

O Estranho caso de Gutenberg Brown (PARTE 2)

A cada 3 dias vamos postar a serie em 9 capitulos(O Estranho caso de Gutenberg Brown)

O assassinato de Brown fora o início de um processo de grande defasagem política da cúpula Francesa. Ele era um dos principais representantes do comércio exterior tendo acumulado consigo uma verdadeira fortuna com negociações com a Índia. Eu, o oficial Wilkinson fui enviado a Inglaterra para solicitar o apoio investigativo de Sherlock Holmes, o maior detetive de qual já se ouviu falar. Conhecido pelo seu histórico de conquistas nos mais diversos casos policiais, Holmes era capaz de desvendar a alma dos mistérios usando sua lógica infalível.A notificação vinha dentro de um envelope com o selo oficial Francês.Era oferecida uma recompensa gigantesca para quem revelasse quaisquer informações que pudessem levar ao assassino. Porém algo de estranho desviou minha atenção. O governo oferecia um prazo de três dias para a entrega de provas concretas, caso contrário às investigações dar-se-iam como encerradas.Olhei a assinatura: Pierre, o principal concorrente de Brown nas eleições. Haveria alguma relação com o assassinato?Encontrei Holmes em sua casa durante a hora do chá. Este me convidou para acompanhá-lo, mas ressaltei a importância do caso e então saímos imediatamente em direção ao porto. Durante nossa viagem marítima narrei o ocorrido e fiz uma breve descrição da vida do primeiro ministro.Órfão de pai e de mãe, ficou conhecido em sua primeira aparição no caso de 1842, quando apresentou provas que condenaram o assassino profissional Joseph Walacce á prisão perpétua. Sua bravura foi reconhecida ao ser homenageado diante de toda a cidade. Pouco tempo depois conheceu Aliza Simpson, uma professora de Artes com quem se casou.

André Torres

26 de setembro de 2009

Ventos Cortantes

Ventos Cortantes

Reza a lenda que todos têm um dia de sorte. Um dia em que, teoricamente, as forças do universo conspiram a nosso favor. Talvez seja uma questão de lógica ou apenas mais uma lenda urbana; Tudo depende unicamente do modo como você enxerga a vida.

Para ele, os dias de sorte não existiam. Ele acreditava que sorte e azar são conceitos vagos, sem pé nem cabeça. Foram um modo que o homem encontrou de justificar seus fracassos e agradecer suas conquistas ao acaso. Mas para ele o acaso não existia. Era como se tudo fosse predestinado a acontecer daquela forma.

O sucesso para ele deveria ser conquistado com dedicação e trabalho duro. Por toda a sua sofrida vida carregou o peso da derrota em suas costas. Hoje sem mais forças para lutar ele se senta na varanda e observa as folhas sendo carregadas pelo vento. Lentamente ele vê sua vida passando rápido de mais para que possa acompanhá-la.

Nunca terá um único dia de sorte sequer. Tudo que conquistará era fruto dos dias e noites em que acordou exausto, dos raios de sol quentes e o vento cortante que agredia sua pele flácida.

Quantas noites não passou em claro na esperança de que o amanhã seria melhor do que o dia anterior? Mais o amanhã nunca chegará.

Agora sua estrada chegará ao fim. Ele sabia que não tinha muito tempo de vida. Nesse dia ele não saiu ao sol. Nesse dia, ele não carregou seus erros e magos nas costas. Apenas naquele dia ele encontrou, finalmente, a paz.

André Torres

campinorte: La Máquina do Mundo

A Inteligência a Favor da Simplicidade

Sou um explorador. Viajo o mundo desvendando os mistérios por trás dos livros grossos e empoeirados no topo da instante. Dediquei toda a minha vida a observar e encontrar coisas além de nossa compreensão.

Nesse instante me imagino ao um ano atrás, sentado à mesa da biblioteca rodeada por pilhas inacabáveis de enciclopédias e artigos de jornais, tentando encontrar o meu espaço no grupo cerrado das mentes brilhantes, autoras das mais famosas invenções e descobertas.

Foi assim do dia para a noite que abandonei o pensamento singular e assim, meu futuro como cientista.

É uma questão de acreditar que tudo o que é complicado está correto. Como números e letras! Ambos transmitem certa segurança aos homens da ciência. Estes gostam de tirar conclusões, estabelecer leis e formular teorias.

Os homens inteligentes se acham donos da verdade.
Esses são também os homens mais ignorantes da face da terra, pois estão presos ao padrão de pensamento singular e assim fechados a novas experiências.

Por toda a sua existência o homem tentou explicar os maiores fenômenos dentro e fora de sua compreensão.
Nos últimos anos lançamos foguetes, curamos doenças e descobrimos tesouros.

Mas hoje, em pleno século 21 chegamos a um impasse.
O que faz sentido afinal? Os propósitos, as chances, as expectativas. O que pensar do futuro?

Nas escolas procuramos formar pessoas esclarecidas.
Entretanto se diz “esclarecida” de acordo com a nossa perspectiva da vida e do universo, por que o verdadeiro esclarecimento não se resume apenas na política, na economia e na religião.

Já notou como a simplicidade passa despercebida por nosso dia-a-dia? Na realidade só temos olhos para anúncios e cartazes que nos chamam a atenção com suas cores e formas ousadas.

Por trás das coisas simples se escondem universos de extrema filosofia e reflexão.

Diferente do que dizem os homens da ciência, o simples é mais complicado do que aparenta ser.

André Torres